O Curiosólogo

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BDO: Bruxaria local na Florianópolis cotidiana

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Fotos: Felipe Maciel

A vontade de criar um baile no Centro-Leste da cidade faz com que a BDO venha promovendo eventos inclusivos que destacam a música eletrônica brasileira no que nela há de mais experimental e divertido.

Por: Renan Bernardi

Atualizado pela última vez: 10/09/2025, às 11h21.

O lugar conhecido, em Florianópolis/SC, como Centro Leste (ou Centro Histórico Leste) pode ser definido por um conjunto de quadras localizadas próximas – e ao Leste, é claro – da Praça XV de Novembro: marco central da cidade desde a sua colonização.

Ali, entre as ruas Victor Meirelles, Tiradentes, Calçadão da João Pinto, Avenida Hercílio Luz e suas adjacências todas, eram poucos os bares e casas de shows que se encontravam em meio aos sebos, ao histórico Kibelândia e outros comércios até pouco tempo atrás.

Mesmo assim, os caminhos do Centro Leste guardam um histórico de diferentes redutos culturais, como o Instituto Arco- Íris, o Bar do Noel (que ainda permanecem na Travessa Ratclif: também de grande importância histórico-cultural para a cidade), o Taliesyn (popular bar de rock onde hoje há a Bugio Centro) e até mesmo o Haôma Baixo Centro (na Avenida Hercílio Luz), que chegou por lá já em 2019.

Mas, em recorte recente, a coisa parece ter começado a se intensificar com as primeiras movimentações sociais que se despediam do período pandêmico: aquela ânsia geral de botar o pé pra fora de casa. Desse período pra cá, vem abrindo ali uma série de espaços culturais dos mais diversos: pubs, casas de shows, conveniências, etc. E junto a isso, o mais importante: muita gente frequentando, ocupando e intervindo nas ruas do local.

Porém, mesmo nesse efervescente espaço cultural, onde manifestações de rock, música brasileira e hip hop já se apresentavam, pessoas como o DJ e produtor Guijay sentiam falta de alguma coisa. “Eu lembro que eu ficava muito frustrado que eu vinha no Centro direto e, por mais que o Centro Leste já tava grandinho na época, não tinha um rolê no Centro Leste. Tinha outros mais pra além, mas no Centro Leste, nesse coraçãozinho, não tinha um. Ou tu bebia na rua ou tu bebia na rua. Não tinha um rolê pra tu entrar bêbado duas da manhã e curtir um som, sabe? Com DJ”, me disse ele.

Por mais que pareça contraditório trazer essa fala logo após a apresentação que fiz do local, algum contexto é bom para entendê-la. Primeiramente: a restrição de horário – geralmente até às 02h ou 04 da manhã, a depender do local – que os espaços do Centro Leste sofrem; e em segundo: o tipo de manifestação cultural que ali se encontrava que, segundo Guijay, não iam ao encontro dos gostos do público em que ele circulava. “Não tinha um baile no centro”, ele também me disse – e isso pode justificar mais do que qualquer explicação detalhada.

Dessa vontade – criar um baile no centro – é que BDO surge em 2023. Criada por Guijay e MNEGRO como uma festa que incluísse pop, música eletrônica e black music – mas que tivesse sempre o funk em seu centro – a BDO vem realizando eventos em espaços como a Casa Odara, Selva, Hercília Bar e Inferninho da Bro Cave: onde a festa se apresenta mensalmente.

Guijay discotecando no Selva. Foto: Felipe Maciel

Para contar a história da BDO – abreviação estilística da palavra bodoque – é melhor antes contarmos a de seus agentes: Matheus Amaral de batismo, a DJ MNEGRO tem circulação na cena noturna da cidade há um bom tempo, e é relembrando os tempos de Facebook que ela fala sobre a gênese do seu envolvimento nesse cenário:

“Os eventos eram feitos no Facebook e, pra fazer o evento girar, incentivavam a galera a jogar músicas no feed. E eu fazia muito aquilo! Ao invés de fazer promo share, a galera fazia o seguinte: quem postar mais, vai ganhar o free. Entendeu? Aí eu postava horrores, porque eu queria ganhar e não queria gastar. E os eventos que eu queria ir eram os eventos de músicas que eu gostava: na maioria das vezes era rolê de R&B, hip-hop, rap, que foi aí que eu comecei a tocar: no rolê de R&B”, diz ela.

Além de ser o espaço onde sua personalidade começou a circular e ficar conhecida pela sua relação com a música, o Facebook também tem influência no codinome da DJ. “Eu troquei, no Facebook, meu sobrenome de Amaral pra Negro no Novembro Negro, que a galera tava fazendo isso. E depois disso eu nunca mais tirei”.

Ainda assinando como Matheus Negro, o seu caminho como DJ começa por volta de 2015, onde ela discotecava no Blues Velvet: casa de show que funcionou durante bom tempo na Rua Pedro Ivo (ou seja: do lado aposto ao Centro Leste). “Foi um rolê muito do nada, porque eu tinha essa vontade, eu tinha esse desejo, mas nunca foi uma coisa que eu corri atrás de fazer. E daí, a partir disso eu não parei mais, eu fui cativando esse rolê. Demorei muito tempo pra entender isso – vou te ser bem sincera: eu fui entender isso como uma profissão, como algo que eu iria seguir, na pandemia mesmo. Porque, até então, não encarava dessa forma. […] O start foi que eu tava ficando mais velha e que era o momento de eu decidir se eu ia continuar com isso, se eu iria empenhar meu tempo em tentar viver esse sonho, esse momento, ou se eu ia largar isso de mão pra priorizar outras coisas. E eu acabei indo nesse caminho aqui”, conclui.

MNEGRO discotecando no Inferninho da Bro Cave. Foto: Felipe Maciel

Guilherme Izidoro, o Guijay, tem uma trajetória mais curta nesse cenário – mesmo que já bem influente e reconhecida. “Cara, faz uns três anos que eu comecei a me interessar, no sentido de tocar – sempre gostei muito de música – mas que eu parei e pensei: ‘ah, vi tal coisa e quero tentar reproduzir, quero talvez ser DJ’ faz uns três anos. Eu ia muito no Baile dos Gêmeos na época e me interessava pela mesma vibe: hip hop, R&B, uns funk – mas um funk ainda bem mais de boa do que o que a gente toca hoje em dia”, diz ele rindo.

“Na época, eu tava no trabalho ainda. Eu me formei na UFSC [n.e: Universidade Federal de Santa Catarina], aí eu trabalho dois anos mais ou menos na área de Engenharia Ambiental. […] Acho que deu um ano e meio do ponto que eu comecei a interessar, que daí eu comprei uma Hércules pequeninha [n.e: controladora para discotecagem], e mais uns seis meses que eu fiquei só tocando em casa, um bagulho mais meu assim, por hobbie. Aí a primeira vez que eu toquei foi com a Matheus, ela e o Piazza [n.e: DJ e produtor local. Um dos organizadores da Batalha da Alfândega], lá num slam, Slam Coline, que foi lá no Centro Histórico de São José [n.e: cidade metropolitana da Grande Florianópolis].”

“O pessoal do Slam me chamou, conhecia eles de amigos em comum, da UFSC, coisa assim. Eu tava começando, Matheus já tocava faz tempo, Piazza também, e a gente fez. E uns três meses depois eu decidi seguir. Não que ia ser minha profissão, porque na época eu tava no outro trampo, mas eu decidi que eu queria me desenvolver nisso, que não era só um hobbie, que eu queria me apresentar pra fora. Aí eu troquei meu nome pra Guijay. Não tem muita explicação, é tipo: uma vibe meio KL Jay, sabe? Só que Guijay. Foi o que eu achei na época, não tinha muito. Eu falei pro pessoal, o pessoal gostou e ficou. E isso foi, sei lá, aí por agosto de 2023 – e em outubro a gente começou o projeto da BDO juntos.”

Single lançado pelos agentes da BDO em parceria com as MCs Versa e Clandestina.

Aproveitando a descoberta de Guijay pelo fazer da discotecagem e a experiência e influência de MNEGRO na cena, a BDO é cria dessa aproximação de talentos, mas também daquilo que Guijay me disse – e que citei no começo do texto: “Não tinha um baile no centro”.

Mesmo assim, a visão de MNEGRO não deixa de ser carinhosa sobre essa iniciativa. “Eu acho que foi vontade de querer fazer”, diz ela logo após a já re-citada fala de Guijay. “Mas não acho que nem era essa a minha perspectiva – pelo menos não era apenas essa. Até porque a gente começou o projeto sem saber o que seria o projeto, né? A gente se juntou e falou: ‘vamo fazer alguma coisa junto?’ Aí a gente foi lá e fez alguma coisa junto.”

O que corrobora para esse querer-fazer-alguma-coisa-junto dos dois é também a afinidade sonora que eles propõem para o baile. “Acho que o funk é o central, né?”, diz MNEGRO. “A gente sabia que a gente queria construir em funk, a gente não sabia o quê construir dentro do funk. E isso é uma coisa que a gente foi caminhando e encontrando a nossa vibe.”

O primeiro evento aconteceu na Casa Odara, servindo ainda como um experimento da proposta. “Eu acho até interessante que o recorte do funk veio, incisivamente, até um pouquinho depois. Porque se for ver bem, a gente era muito mais abertos a outros ritmos, a black music, do que do que ao que a gente faz hoje, né? Se for ver como começou e como tá hoje…”, conclui ela.

E o que seria esse momento atual da BDO? Guijay dá uma ideia: “Cara, é porque a Matheus já tocava umas coisa diferente, né? Não sei se na época já chamava de funk bruxaria, mas era o funk de São Paulo, que é mais puxado pro eletrônico. MNEGRO já tocava isso na época, mas eu não conhecia. Quando eu comecei a aprender com ela, não tava muito por dentro, acho que foi com o passar dos anos. Fevereiro de 24 acho que foi quando virou a chave que eu gostava daquilo e queria fazer algo parecido também.”

O funk bruxaria, reconhecido pelos timbres eletrônicos agudos, virou grande interesse de Guijay, que além de tocá-los em seu set, começou a também produzir suas próprias faixas inspiradas no estilo. “Em fevereiro também, no verão – não lembro que mês que foi na real – mas teve um projeto do Kassan [n.e: DJ e produtor local] ali na Bugio, o Baile Livre, que ele pegava uma segunda-feira e chamava a galera pra tocar no Centro, enfim. E eu ganhei um concurso lá pra tocar: tinha que marcar nos comentários o artista, sei lá, e quem ganhava levava uma bolsa da AIMEC [n.e: Academia Internacional de Música Eletrônica] também de produção”, conta ele. E MNEGRO, muito sagazmente, comenta: “Mesma coisa do Facebook.”

“É! Exatamente”, concorda Guijay. “Ganhava a bolsa de produção e tinha 50% de desconto. Aí eu comecei a aprender o que era produzir ali por março de 24, mas só consegui tirar algo bom, sei lá, quase pro final do ano. Demorou.”

Faixa lançada por Guijay e Rudá em agosto de 2025.

“Desde que eu comecei a produzir também, eu sempre tento buscar referências para além de um funk padrão”, argumenta Guijay. “Por mais que a gente esteja no underground, tem muita coisa que é muito batida, muito padrão e muita gente inclusive reclama disso: de tá ouvindo a mesma coisa, o mesmo timbre, a mesma capela, os mesmos artistas ali em destaque. Então, acho que é um pouco disso que eu tento trazer nas minhas pesquisas, tipo: primeiro não se prender em um só gênero musical; apesar do foco da BDO ser o funk e do meu set ser de funk no geral, tem muita coisa muito foda que vários artistas fazem e que às vezes a gente nem se liga. Por exemplo: acho que nesse ano a Matheus trouxe a Miss Tacaca e a Lofi pra Noite da Negro [n.e: outro evento produzido por MNEGRO] e eu não fazia ideia do que era rock doido [n.e: gênero musical eletrônico original do Pará] e eu sai tipo pirado de lá! Foi o set que eu mais me diverti em muito tempo, porque tinha uns timbres muito massa, construção toda era muito massa. Então, a partir do momento que eu comecei a tocar, não tem um set meu que eu não toque mais de um rock doido. […] Eu sempre agrego coisas pra além do básico do funk, porque acho que até dentro do underground você tem algo que é mais comercial, mais mainstream, sabe? Que tá sempre batendo ali. Acho que a gente foge disso, acho que a BDO é meio o underground do underground, não sei…”, conclui ele.

“Nessa leitura de construção de set, de momentos, isso pra mim é sempre uma coisa muito particular e única do momento”, diz MNEGRO. “Porque não adianta, pra mim, eu tá entregando esse timbre que você tá me falando, se eu não tenho uma pista que vai me… sabe? Eu preciso ter demanda, eu acredito que uma parte muito importante do trabalho de uma pessoa que se dispõe a ser DJ é fazer leitura de pista. Se você não consegue fazer uma leitura de pista e não consegue se conectar com sua pista, você dificilmente vai ser um bom DJ. Então, eu acredito que cada momento é muito particular. Mas sim: eu, pelo menos, gosto de surpreender as pessoas – digamos assim. Eu acredito que o meu tesão maior na discotecagem é tá nesse trabalho de tá despertando alguma coisa, algum sentimento – seja por uma memória afetiva, seja por um sample de uma música de muito tempo atrás – alguma coisa diferente! Eu acredito que é o que me dá muito tesão: ver a reação das pessoas reagindo ao diferente. E isso me faz feliz no palco.”

“E eu acho que tem em ambos os nossos sets, dificilmente tu vai ver a gente tocando 30 minutos do mesmo gênero”, argumenta Guijay. “Até o funk, que tem 10 mil subgêneros, dificilmente tu vai ver a gente tocando 30 minutos só de bruxaria, só de BRRRR, só de ruído; ou 30 minutos só de pontinho; ou 30 minutos só de outra coisa. A gente muda muito rápido o que o povo tá ouvindo e tenta surpreender, tenta trocar a vibe do que tá sendo entregue ali, fazer um mashup de duas coisas.”

Foto: Felipe Maciel

De 2023 pra cá, a BDO produziu em diferentes casas do Centro Leste e também teve uma edição no Rancho do Pescador: espaço de eventos na Beira-Mar Norte da Ilha de Santa Catarina. Já em 2025, o evento se tornou fixo na agenda do Inferninho da Bro Cave, onde a BDO consegue garantir a manutenção e apresentação de sua proposta.

“A gente sempre procurou os lugares que, de certa forma, nos davam a possibilidade de fazer o que a gente queria fazer dentro do nosso evento: isso é um fator muito importante”, defende MNEGRO. “Em questão de som, em questão de estrutura, em questão de público, em questão de horário, alvará, enfim: muitas questões.”

Nesse assunto sobre os locais possíveis para se fazer um evento no Centro Leste, Guijay se lembrou do decreto de restrição de horários imposto ao local pela Prefeitura de Florianópolis em 2024, estabelecendo que o som externo deveria terminar às 22h e que o fechamento dos estabelecimentos seria às 2h em fins de semana, com horários ainda mais apertados nos demais dias. “A gente tava sendo no Selva, que tava dando boa, só que na medida do possível. Aí teve um hiato de uns três meses, quatro até – não sei – por causa do decreto do Centro Leste que fodeu com tudo. O Centro Leste, no geral, morreu.”

Com o afrouxamento das determinações e a concessão de alvarás para alguns estabelecimentos realizarem eventos até às 4h, a BDO conseguiu reativar as atividades e entender melhor seu próprio público. “Depois de um tempo a gente passou a entender que a gente precisava de mais tempo durante a noite”, diz MNEGRO. “E aí a gente ficava nessa busca de, né? É sempre muito de acordo com as nossas necessidades. Claro que sempre muito válido a gente tá num lugar, num espaço onde a gente consiga estabelecer – não raízes, mas de certa forma raízes também: uma questão de troca, né?”, conclui.

Foto: Felipe Maciel

Em meio a tantos conflitos culturais, estéticos e políticos, é mais do que louvável que Guijay e MNEGRO consigam tocar um baile como o da BDO na região central da capital catarinense.

Quem não entende o poder de uma festa como essa, pode achar delirante o empenho que eles têm em fazer acontecer esse projeto. Essas pessoas talvez se assustariam em saber quão pé no chão (e nada delirante) é a postura deles sobre a BDO.

Por exemplo: no dia dessa entrevista – quinta-feira pré-mais uma edição do evento no Inferninho da Bro Cave – perguntei para eles, já encerrando o assunto, quais eram os próximos passos da BDO, e Guijay prontamente respondeu: “Tocar amanhã”, para o riso de nós três.

“Eu, pelo menos, tô num momento da minha vida e carreira que tô vivendo um dia após o outro”, diz, concordando, a MNEGRO. “Mas a gente tem trabalhado numa crescente, a gente tem um aniversário pra entregar daqui uns dias, a gente vai ver o que vai acontecer disso. A gente, a cada evento, tenta se comunicar pra entregar e ver o que que a gente pode fazer de diferente, ver como a gente pode alcançar novos públicos, ver como a gente pode agregar novas pessoas. Eu acho que dentro dos rolês de funk que existem nessa cidade, a BDO é um dos únicos rolês que dá oportunidade pra uma galera que não têm, sabe? Que tá começando, que tem sua pesquisa, que cola no rolê. E eu acho que a gente vai, por hora, seguir nesse foco de tá fomentando a cena local, de tá agregando as pessoas que são nossos pares, que têm talento e que estão à nossa volta. Eu tenho esse projeto nesse lugar nesse momento. Não tenho – claro: todo mundo quer crescer, todo mundo quer ficar maior – mas eu não tenho essa grande aspiração de fazer grandes coisas pra ficar maior e perder a essência do que tem sido feito agora, por exemplo. Acredito que todo nosso movimento é bem orgânico, ele tem crescido aos poucos, ele tem às vezes não crescido também, às vezes estacionado – e tá tudo bem! – porque a gente tá conseguindo fazer a entrega que a gente quer”.

“É: acho que eu tô olhando por isso também”, acrescenta Guijay. “Nos últimos meses, eu tive um momento de desilusão em questão de perceber várias coisas quanto a trajetória de carreira de DJs em geral, a minha também, saber onde eu quero chegar e de dar um passo atrás e focar justamente nisso que a gente tava falando, de tipo: crescer organicamente e localmente com a galera que cola, que gosta. Acho que é um rolê muito pela música, né? Penso assim também: é um rolê pra quem gosta de música em geral, pra quem realmente gosta de música, não pra quem é só do baile como: ‘ah, vou prum baile, vou pra me divertir’ beleza! Óbvio, não dá pra excluir isso, mas não dá também pra ser um negócio que entrega música só pra ter gente ali no espaço”, conclui ele.

É na conexão com a cidade cotidiana – aquela que acontece para além dos momentos de superocupação turística dos feriados e grandes eventos – que a BDO busca fazer sua base e seu renome enquanto DJs e produtores: cativando uma cena local e fazendo-a crescer internamente, tanto em público quanto em agentes diretos do fazer-acontecer do baile.

Ou como diz a frase que estampou o cartaz de algumas edições do evento: “Aqui só tem artista, não tem nenhum famoso. A nossa única fama, é de fazer gostoso.”

Rafa Wolf discotecando no Inferninho da Bro Cave – e Guijay fotogrando ao fundo. Foto: Felipe Maciel

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